quinta-feira, julho 23, 2009

Cabeça e Figura com espaço infinito-Ismael Neri



ENTRE UM E OUTRO


Entre o homem
e o poeta
há um abismo
de sussurros,
cordilheiras de decepções
e o desejo de mil e um
vulcões adormecidos
no fundo de um mar
de neutras palavras...




Luciano Fraga

14 comentários:

Anita Mendes disse...

é "nóis" ,lu.
vagando entre as antípodas de Alice... tentando sempre se encontrar.(rs)
amei!

ps: vi seu recado, grila não.
pc, internet ,dvd... tecnologia se não tê-los, como sabe-los(rs)

beijos enormes pra ti, Anita.

Mirse disse...

Que beleza Luciano!

Esse desejo de mil e um vulcões adormecidos, no fundo do mar ou da alma, é real.

Poeta, você exagerou na dose.

Lindo demais!

Beijos

Mirse

Adriana Godoy disse...

Luciano querido, esse abismo é tão atraente, que queria me atirar nele. Você conseguiu captar com um ritmo tão contagiante uma angústia inerente a todos nós que sentimos com mais sensibilidade o impacto das emoções, dos desejos prontos a explodir. A sensação que me causou esse poema é inexplicável, mas muito intensa. Bravo, poeta. Beijo.

Devir disse...

Cara, quando enche o saco
a repetição ao exaspero
da messangem:
"Um grande passo da humanidade!"
Na ocasião do 1º astronauta
a pisar na lua...

Verdade ou mentira? Importa?

E tão pertinente este post...

A foto e o poema, grande passo
caro amigo.

Luciano Fraga disse...

Anita,justamente quando nos atiramos ou nos entregamos à este espaço vazio(abismo), nos tornamos os agentes da poesia que em si já existia, então as lavas escorrem em torrentes de versos, beijo querida.

Luciano Fraga disse...

Mirse,isso envolve todos nós que vivemos com essas emoções à flor da pele, na realidade é uma homenagem para vocês, abração.

Luciano Fraga disse...

Adriana,olhando bem, nós já vivemos no fundo desse abismo,é nossa morada há tempos, onde adormecemos e degustamos silenciosamente nossas velhas angústias tentando controlar os estragos que estes vulcões poderão causar, beijo querida.

Luciano Fraga disse...

Amigo Devir,enche o saco mesmo, principalmente quando entram em discussão com as dúvidas: "é ou não verdade", um porre.Mas enfim, foi aquela conhecida batalha entre o capital e o socialismo e na tentativa de mostrar poderio, a lua tornou-se objeto de consumo e por alí mesmo parou.Espero um dia me bater com um Homem(ET) de Marte ou de Saturno, que terei o maior prazer em passar informações sobre o planeta azul e o que certos homens andam fazendo, grandioso abraço mestre.

Zana Sampaio disse...

o sem fundo das distâncias que já atrevessaram todas as ruas...entre o homem e o poeta há tantos versos de métricas diversas..."o desejo de mil e um vulcões adormecidos".
Gostei muito,Luciano!

Devir disse...

E certos homens preferem também
não fazer nada, e só a esses
o suposto ET diria: "is a horror"
aos outros, calava-se em luto.

Instigante imagem, Luciano

A imagem do porre, só a imagem
já me deu aquela ressaca, huuuugo

E refaço o elogio anterior
um grande passo à humanidade

Marcia Barbieri disse...

Adorei a figura e o poema tb, ainda não vi um poema mais ou menos aqui.E realmente existem abismos e abismos entre o homem e o poeta e há tb as intersecções.

beijos grandes

Luciano Fraga disse...

Márcia, itnterjeições e intervenções também, mas somos vacinados, beijo terno.

Luciano Fraga disse...

Amigo Devir, sei que tem tem verdadeiro horror aos "homens ocos", você conhece as pedras e seus caminhos mestre, abraço.

Luciano Fraga disse...

Zana, entre o homem e o poeta há também o mal e o lixo de todas as encruzilhadas, cronometradas e despachadas no sol da meia noite, abraço.