terça-feira, julho 14, 2009

DEVIR - A PARTE QUE NOS TOCA

LUCIANO/MOISÉS - numa noite suja



Amigo Devir, peço licença para um parentesis. Decidir incluir o cara que está ao meu lado(Moisés- O Mosa), é um sobrevivente, baterista de uma banda de rock psicodélico Os Rebeldes anos 60/70, junto com outros amigos,ajudou a quebrar muitos preconceitos e "caretices" conservadoras na época, numa pequena cidade do interior da Bahia (Cruz das Almas)-"cidade das sombras".Então todas as vezes que o vejo é motivo de muita satisfação e lembranças. Conheci o Moza há mais de 40 anos, através do meu pai, assim uma singela homenagem do seu amigo (Fraguinha-como carinhosamente me chama).Obrigado também a você Devir, isso e mais um pouco é o que levamos em nossas bagagens.




SEMPRE É BOM LEMBRAR:Cegueira (punctum caecum) da "consciência"Notas - Maio de 1960 - O visível e o invisível - Maurice Merleau-PontyEditora Perspectiva

"Aquilo que ela não vê, é por razões de princípio que ela não o vê, é por ser consciência que ela não o vê.Aquilo que ela não vê, é aquilo que nela prepara a visão do resto (como a retina é cega no ponto de onde se irradiam as fibras que permitirão a visão).Aquilo que ela não vê, é aquilo que faz com que ela veja, adesão ao Ser, sua corporeidade, são os existenciais pelos quais o mundo se torna visível, é a carne onde nasce o objeto.É inevitável que a consciência seja mistificada, invertida, indireta; por princípio; ela vê as coisas pelo outro lado, por princípio ignora o Ser e prefere o objeto, isto é, um Ser com o qual rompeu, e que coloca para além dessa negação, negando essa negação - Ignora nela a não-dissimulação do ser, a Unverborgenheit, a presença não mediatizada que não é positivo, que é ser dos confins "

§

Ao Devir A oposição original aconteceu entre Matéria e Radiação, antes dos nomes.Evolução é partida ao infinito, que alguns crêem, outros não. Voce acredita.Voce e Outros sequer se revesam, quando identificados, e sequer se confundem,quando compõem uma força. Ainda assim, ressentimos a verdade:Ninguém criou o mundo. O porvir é outro devir. A compreensão da estéticaparte do estado nervoso de cada pessoa. Isto é música, poesia, cultura, moral, descobertas, etc.

À Camila No céu não existe corpo. No inferno não existe virtual.Viemos do céu e depois voltaremos, quando o corpo se desfazer.Aqui estamos, o céu e o inferno, em acordo, mediadoresde rivais, em um jogo eterno. No final, só saberemosque o céu é vencedor e perdedor, porque a experênciado corpo, marcou, para o bem e para o mal, o virtual.

À Anita Troque os sentidos Céu e Inferno por Sanidade e Patologia.O jogo toma formas obscuras. Às vezes de forma violentana origem das guerras, onde um cancer produz a aflição do soldado que se viu sem armas, todo seu pelotão dizimado e o inimigoàs gargalhadas ao olhar de preocupação, aos suspiros abafados,às expressôes sempre com um fundo de frustrações das marionetes.

À Mirse Olhamos demais para dentro. Sobra pouca coragem de olhar para fora.Não podemos comparar. Troque novamente, por Homem e Mulher.Ele até suporta, sempre a princípio. Ela promete morrer primeiro.Mas só depende do tempo do jogo. Ele sabe, ressente sua virtualidade.Ela precisa do amor dele para existir mas se lixa para a sabedoria.Ambos se cospem, invisíveis para o mundo, quando estão distantes.

À Adriana Godoy Agora é Paz e Guerra em tres períodos da vida. Primeiro,o flerte interminável entre conforto e desconforto, mesmo depois, segundo,que seja decretada a supremacia do primeiro, a se preparar, terceiro,para suportar a supremacia do outro. O outro não tem o corpo. O euexprime o melhor para o conforto, desfaz expectativas, não se movimenta.O jogo jamais se interrompe, mas aparece nossa sensação de vazio.

À Cristiane Vida e Morte em comunhão de bons e maus a formar uma unidade:a Humanidade. A vida deixa de ser bela. Ela se enaltece na poesia.Esta não pode existir sem alusões à tristeza de uma suspeita:O mundo não nos pertence. Virtualidade e invisibilidade se confundem.Pensamentos são tão somente virtuais ecos de vida inexistente.Só sensações determinam a inexistência da morte. Enganos refletidos.

À Zana A Teoria e a Prática de mão dadas em sentidos opostos, prontas,sempre a um passo de solucionar o jogo. Cada peça, cada ser humano,cada atitude convoca seus adversários à altura. Não vale trapaciar.O erro não é humano, é soberba, luta contra si, se preciso. O certonão se mete em confusão, não se discute sequer o ser e o nada.Ser atolado no nada é o mesmo que o nada atolado no ser.

À Márcia Só é possível conviver com Verdade e Mentira na neutralidade. Sonharacordado desde que não importe fechar ou abrir os olhos. Diferenças são impactos físicos como a luz é a razão das cores na superfície.A luz do Sol portanto é a mesma da luz Artificial. Nada para discutir.Tudo se soma, se subtrai. Dividir ou multiplicar são subordinaçõesde circuntâncias que dependem dos paradgmas sonhados de sempre.

Ao Luciano Um gigante não cai. Relaxa porque seu adversário não sabe.Relaxados ambos se olham. Sabemque o apocalipse é papo de fresco.

O adversário permanece no jogo, jogae boceja, enquanto gigante divaga.
Aos outros(as) Coragem .Felicidade.
São possíveis e não são a morte.
Postado por Devir-BOLG-ANTES DOS NOMES

29 comentários:

Devir disse...

Caro, Luciano, é inegavel que são ataques, porém não às pessoas em si, somente às suas representações.
Está aí o Moisés, com certeza deve ter se representado muito bem, mas as circunstâncias da época, ditadura, fechadura e sensura, etc., talvez possa ter interrompido seu talento(?). E é com muita alegria, minha também, que ele tenha a quem abraçar.

O que me chateia nesse teatro da sociedade, é que temos todas as possibilidades, por exemplo, liberdade e comunicação, democracia e economia estável, mas só enxergamos o bem para si.

A Belíndia de antes continua na berlinda. Ordem e progresso ainda são pão e vinho.

E claro, sei que são novos métodos de repressão, tanto que nada escrevo com tom noticioso ou críticas marxistas, eu seria um alvo fácil; sai zica.

Atualmente, qualquer revolução precisa partir do coração das pessoas, será uma tarefa mais insana quanto foi, a geração dos Companheiros Brasileiros.

Finalizando, àqueles(as) que, acreditem, jamais foi minha intenção, de uma maneira ou outra, eu os ofendi, humildemente peço que me reconsiderem. Valeu.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

O Néctar da Flor oferece um selo DIGA NÃO AO PLÁGIO! Somos originas, porque somos únicos. Cada ser um humano tem uma emoção individual. Por mais que as palavras e os pensamentos sejam parecidos, não temos o direito de pegar algo de alguém e dizer que é nosso. Não podemos trocar palavras e rasurar o sentir do próximo. Encontramos inspiração em alguém, na natureza, na vida, mas não temos o direito de copiar sentimentos. Inspiração é uma coisa, xerocar palavras alheias é outra.



Beijos jogados no ar, sempre!



[para pegar o selo clique na imagem]



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~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Luciano,

Temos que abraçar essa causa. Não podemos abrir mão dos nossos direitos. O que é feito com o coração, não deve ser manchado.

Que seu dia seja de luz, querido amigo.

Rebeca

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Adriana Godoy disse...

Luciano, não sei se compreendi bem a intenção desse post. Fiquei assim lendo e querendo entender, mas sinceramnte não me veio a resposta.Gostaria de uma intervenção para me auxiliar nessa compreensão. Entendi as palavras, mas não sei exatamente o objetivo, se é que tem algum objetivo palpável. De repente, emburreci completamente...mas aguardo. Beijo.

tania não desista disse...

luciano ,como adriana,'"estou a deriva " ...entendi ...mas não compreendi!
quanto à foto ...é linda..o título...não condiz...
adorei sua homenagem ao mosa!nela há carinho,respeito, admiração e tapetinhos vermelhos ...para o homenageado.quem tem tudo isso pra dar...é especial...parabéns luciano
.
devir ...seu comentário é muito legal...como tudo que escreve!
.abrçs aos dois
taniamariza

Anita Mendes disse...

" onde um cancer produz a aflição do soldado que se viu sem armas, todo seu pelotão dizimado e o inimigoàs gargalhadas ao olhar de preocupação, aos suspiros abafados,às expressôes sempre com um fundo de frustrações das marionetes."

lu, me senti honrada de certa forma.

para Devir:
ainda te decifro!(rs)
beijos para todos, Anita.

Ana disse...

Olá Luciano,tenho um ditado á dizer..(se o problema tem solução,ñ vale a pena se preocupar com ele.Se ñ tem,preocupar-se ñ ajudará em nada.PORTANTO, pare e pense...vc é um GIGANTE´,VC é LUZ.Não há uma estrela no céu que ñ podemos alcançar.AH!observei nessa foto,ñ há noite suja..quando os olhos são limpos.I que olhar!!.TE desejo tudo de bom.Manda aí msn,se poder.UM ABRAÇÃO.Ana.

Luciano Fraga disse...

Querida Adriana,gostei da sinceridade.O post é oriundo do blog do Devir(antes dos nomes),quando acessei, deparei-me com nossos nomes,coincidentemente, nós que interagimos e trocamos idéias e pensamentos através dos nossos blogs, então achei interessante publicar nesse espaço para que todos que frequentam pudessem ler também e cada um buscasse interpretar ao seu modo o que o Devir escreveu.Por esse motivo intitulei e incluir um amigo que queria fazer um reconhecimento pessoal(Moza)-A Parte Que Nos Toca.Quanto à intenção, peço ao amigo Devir que interfira,embora ele tenha comentado acima, até desculpando-se(achei desnecessário),por sermos pessoas de mentes abertas,no mais tudo na paz amiga, beijo terno.

Luciano Fraga disse...

Devir,lembrei-me do Profeta do Kaos, Jorge Mautner que diz:" atenção artilheiros, três salvas de tiros de canhão em honra aos mortos da Ilha da Ilusão, durante a última revolução do coração e da paixão, apontar a estibordo...Fogo!"Assim, também não acredito nas transformações coletivas, embora pense no próximo,o que pode ser paradoxal e uma postura individualista.Mas o circo continua.Hoje tem espetáculo? TEM SIM SENHOR!Sua presença é sempre saudavel e essencial, nada de ofenças, grande abraço.

Luciano Fraga disse...

Tania, realmente tive e tenho todo carinho e respeito por figuras como o Moza, foi de coração mesmo.As explicações são as mesmas que enviei para Adriana,concordo em relação ao Devir(só somam).Abração.

Luciano Fraga disse...

Anita, que citação fantástica!Sentiu-se honrada.Por esse motivo intitulei:A Parte Que Nos Toca, assim entendi um pouco a mensagem, e estou tentando esclarecer para nossa poeta Adriana.Será que conseguiremos decifrar nosso amigo Devir? Toquei nele agora(rs),abração querida.

Luciano Fraga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciano Fraga disse...

Rebeca e Jota Cê,coloquei meu ponto de vista em seu blog, estamos juntos nessa.É inadimissível cópias, plágios, e qualquer especie de manifestação desautorizada pelo autor, abração.

P.S.Vou linkar, valeu?

Luciano Fraga disse...

Ana, obrigado pelas palavras, mas considero-me um grãozinho nessa imensidão azul,talvez o pó do pó de uma perdida e desconhecida estrela, numa noite suja qualquer, "eu sou nada e é isso que me convém...".Desejo-lhes muita paz e luz, abraço.

P.S. Email- caminho_1@hotmail.com

Adriana Godoy disse...

Luciano, obrigada pela explicação, entendi sim, mas ainda não decifrei as palavras de Devir. Pode levar um tempo,mas quem sabe? Você é um amor mesmo. beijo.

Devir disse...

Se havia, Luciano
se há uma missão para todos aqui
nos blogs e na vida
realmente este é o caminho
errado, torto ou dividido
escolhido por e para O Ser Deus
humano demasiadamente humano.

Quando impera o 'ninguém merece'
uma hipótese de revolução
engantinha, porque 'alguem merece'

Meu Mestre

Zinaldo Velame disse...

Bela homenagem, Luciano! Moisés é uma figura ímpar, abraço.

Mirse disse...

Eu me entendi no texto. Sou exatamente assim. Olho demais para dentro, e isto me faz absorta do que se passa em volta. Porque sou muito só. Ao amigo Devir, meu perdão se por acaso não o compreendi, ou às suas palavras.

à Você Luciano-Mediador, entrego os pontos.

Aplaudo a postagem por ser oportuna, verdadeira e sem mistérios.

Clareza e objetividade.

Congratulations!

Beijão

Mirse

Anônimo disse...

Giordano Diniz disse:
Alem de baterista de uma velha banda que rompeu preconceitos, Moises é um grande arranjador de motos velhas...nunca esqueço o dia que dei uma mobilete a minha esposa, e avisei para não levar niguem de carona e nem passar em uma determinada rua...e ela passou naquela rua levando uma colega e o resultado foi que caiu em um enorme buraco...perdi o motor da "mobila"...aí onde entra Moises e seus arranjos de motos...troquei um moto0r zerado por uma caixa de vodka "quase" russa...
Aproveitei que a mobila estava nova novamente e torrei no cobre...
Quanto a caixa de vodka...só Deus sabe o que Moises fez.......

Devir disse...

Pois zé!!!

Tenho pensado no seu amigo;
nós feitos mafiosos da antiga bota;
amigo seu é amigo meu, família

Aguardo um post seu sobre ele
ou, seria muito humano, dele, ok?
Sua aparência, Moisés, guarda luz

Quantas vezes tambem prefiriria
uma caixa de vodka envez de cobrar
por um serviço que não tinha preço

O que são estes serviços singulares
feito por nós enquanto 'ser plural'
e pagos com algo jamais esquecido?

Sim, dúbio, minha própria correção
não se realiza na calada vaidosa e
sequer soprando gentileza ao vento

E quando a minha impertinência é
uma negação positiva(Merleau-Ponty)
a luzinha do final do túneo acena

bat_trash disse...

Luciano:
Estou com saudades tuas.Belas imagens numa colcha de retalhos. Devir é surpreendente!

Beijos.

Ana disse...

olá poeta`´o mundo pode nos ver de uma maneira diferente de quem nós somos..você ao lado de moisés,lembre-me de D.Juditi,ROberto Barros,e outros..A genuina amizade tem como base o afeto humano,não importa qual seja nossa posição.Quanto mais formos abertos e sinceros,mais benefícios acabaremos recebendo.OU melhor quem se esquece dos outros, ou ñ se importam c eles, acabam agindo em prejuizo próprio...Concordas comigo admirado poeta?NA VERDADE uma verdadeira amizade densevolvolve-se a partir do afeto humano.quero te agradecer por lembrar...e estar no seu primeiro livro,fico feliz por ter alcançado seu objetivo..Abraços sempre...Ana Lago.

Luciano Fraga disse...

Caro Giordano(Vovô),essa estória é muito legal, caberia num livro.A mobile de Moza é um a verdadeira máquina do tempo.Quanto a vodka, não prcisa perguntar a Deus,por que "é melhor morrer de vodka que morrer de tédio..." Abraço.

Luciano Fraga disse...

Amigo Devir,os blogs vão tortuosamente, interativamente,talvez equivocadamente desempenhando o seu papel, como oportunidade de manifestação e expressão,sem importar muito o estilo de cada um.Gostei do pois Zé, não deixa de ser um Zé pós-moderno, dessa forma caminha a humanidade e entre os desprezíveis e desprezados, fico com ambos por não ser juiz.Mais uma vez grato pela parte que me toca por considerar-me amigo, mesmo não sendo ao vivo, grande abraço.

Luciano Fraga disse...

Zina,você conhece bem o Moza e sabe de tudo, grande abraço.

Luciano Fraga disse...

Mirse,o amigo Devir conseguiu realmente tocar cada um de nós com sua sábias e profundas palavras que escolheu para nos homenagear,foi feliz a Anita quando disse sentir-se honrada.Quanto ao Moza, falou sinceramente o coração.Obrigado por sua bela presença sempre, abração.

Luciano Fraga disse...

Bat_, sabes que a recíproca é infinitamente verdadeira,você é especial.O Devir é surpreendente e um pensador(que não éo Gabriel, lógico), beijo.

Luciano Fraga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciano Fraga disse...

Ana, a vida é mesmo assim e assado também, aquele(a) que pensou que sabia, quase sabia, quase.Abraço.