quarta-feira, junho 09, 2010


UM CÉU DE DESCONCERTO


Pensei em velar desacertos,
sujeições,
nem tudo é oferenda...
E nem essa sopa quente
induz minha louca alforria...
Tento ser bravo,
ordeno que retire os aparatos,
que aproxime-se ceticamente
sobre a sóbria carne...
Olha;
minhas atrocidades
não costumam contar até 3
mas meu amor sob a clave
ceifa qualquer chance
de que me torne torvo,
ou que um poema enfático
traduza em vontade
(quando reaparecer é um fardo),
o que chamo de faro...
Que não soem o alarme,
que não lancem morteiros,
por que nada me salta aos olhos
e nada faz com que meu coração
dispare...
Luciano Fraga

17 comentários:

Adriana Godoy disse...

" e nada faz com que meu coração dispare..." , Luciano, sei que me encontro com esses versos, sei o que é isso e sei que o poema é maravilhoso, forte, verdadeiro. Bravo! Beijo.

Anita Mendes disse...

nem balas de dor?
a infinita tristeza de teus versos...
me iluminam!
beijos pra ti, lu.
belo poema... de vero!

Ana disse...

Em um instante, o sol brilha
intensamente,e em seguida,as nuvens parecem sombrias...demais.
Reconhecer um erro não é vergonha,
más guardar mágoas no coração é um
atentado a própria existência.
Dedilhe as cordas do coração.
"Um novo amanhecer sempre ocorrerá"

Carinhosa-mente



Sempre,



Ana Lgo.

tania não desista disse...

cada dor dói de um jeito...
cada estilhaço faz seu estardalhaço

nem sol céu lua nem trombetas
nem arautos.
a vida caminha sobre pedras e cascas de ovos........ sedas e veludos! avante!
lindo luciano
abrs

Luciano Fraga disse...

Adriana, sempre nos encontramos num destes lugares, até encontrarmos a dose certa do " veneno anti-monotonia", beijo.

Luciano Fraga disse...

Anita, "com A se escreve amor e arma, com B se escreve belo e bala..." muitas vezes a poesia a gente escreve com T de tristeza mesmo, beijo amiga.

Luciano Fraga disse...

Ana, há muito fiz uma varredura em meu sub mundo e garanto-lhe que não sobrou um cisco ou uma semente sequer de mágoa, do que quer que seja...Abraço.

Luciano Fraga disse...

Tania, lindamente poética...Cada dor faz sua própria estrada,pasmada ou encantada, deixando os restos e rastros de estilhaços pelo caminho e assim construimos nossas poesias, grande abraço.

Ana disse...

Gracias Luciano,
Fico muito feliz e tranquila em saber por ti.
aquele abraço,

Ana Lgo

Marcia Barbieri disse...

Aqui é certeza de qualidae sempre.


beijões e saudades

Mirze Souza disse...

Luciano!

Também estou a vislumbrar pontes!

Belo poema!

Beijos, amigo

Mirze

Luciano Fraga disse...

Márcia,sua presença, sempre divina e maravilhosa, grande e fraternal abraço.

Luciano Fraga disse...

Mirse amiga, sempre buscamos pontes, estradas, caminhos que nos levem a nós mesmos, abraço.

Zana Sampaio disse...

que bom encontrar teus versos... eu apenas caminhava quando já era tarde...
belo!
abraço forte, poeta
saudade de passar por aqui!
estava enforcada pelo tempo

guru martins disse...

...e assim
sempre será...

grande abraço

Luciano Fraga disse...

Zana, libera essa corda, sai desse cadafalso...Abraço.

Luciano Fraga disse...

Guru amigo, sempre foi...Abração.